SEÇÃO Estudos Bíblicos
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     Quinta, 18 de Dezembro de 2014

Estudos Bíblicos      Discipulado       -

LIVRO - O FRUTO DO ESPÍRITO

Publicado em 3/10/2004

Takayoshi Katagiri (katagiri@nutecnet.com.br)
JesusSite

FRUTO DO ESPÍRITO: CONSIDERAÇÕES (1)

A Bíblia é o mapa e a bússola do cristão. Nela estão descritas as instruções e as informações de que necessitamos para encontrar e entender o plano de Deus. Infelizmente ela não tem sido objeto da atenção devida por parte da maior parte dos que freqüentam conosco uma das igrejas de Cristo.

Recentemente foi compilada uma série de estudos explicando as obras da carne (Gal.5:1-21). Na presente, gostaria de fazer uma explanação breve (brevíssima!) sobre o fruto do Espírito (Gal.5:22-23).

Fruto é conseqüência, é resultado. Frutos precisam de árvores, de raízes, de caules e folhas. Árvores sem raiz, sem caule e sem folhas não produzem frutos. Árvores mortas não produzem frutos. Árvores de plástico ou de metal, ainda que possam ser até mais bonitas que as verdadeiras, não podem produzir frutos. Frutos são a conseqüência natural de árvores vivas. Árvores que não dão frutos são arvores doentes.

Há uma discussão de somenos importância, e, portanto, meramente acadêmica quanto ao fruto. Se são vários frutos, ou se é apenas um fruto com várias partes. Isto não é o mais importante. O mais importante é sabermos o que significa cada parte do fruto ou cada fruto, e ver se está presente em nossa vida, em nossa essência, em nossa alma, em nosso comportamento. Cada parte do fruto (ou cada fruto, como queira) precisa ser conhecido e reconhecido para que se saiba se estamos ou não em posse deles.

Uma grande parte dos que freqüentam conosco uma das igrejas de Cristo estão piamente convictas de que estão em posse do fruto do Espírito, e tem rejeitado as obras da carne, mas na verdade estão em posse das obras da carne e tem rejeitado o fruto do Espírito. Estão vivendo uma fábula, um conto de fadas, uma fantasia que será destruída quando chegar aquele dia em que havemos de nos apresentar diante do Senhor Jesus, em seu tribunal (Mt.7:21-23 e 25:31-46).

Consegue perceber a surpresa naqueles que serão apartados à esquerda de Jesus? Eles ficarão ad-mirados, espantados, estupefatos ao serem comunicados de que não estavam salvos. A vida toda eles viveram na fantasia do auto-engano (sobre o qual já tivemos a grata oportunidade de discorrer).

Não basta estarmos na igreja, e estarmos pregando a palavra ou ministrando o louvor para "garantir uma vaga na glória".

Foi recentemente compilada uma série de mensagens sobre as bem-aventuranças onde explico que essas bem-aventuranças descritas em Mateus 5 são o padrão da perfeição de Deus, e que por isso mesmo precisam ser perseguidas pelos membros da igreja. Esse padrão segue em paralelo com o fruto do Espírito que ora estamos a estudar.

Quem tem o Espírito de Deus dentro de si precisa frutificar tal como o galho enxertado na videira (João 15; Rom.11)

O fruto do Espírito não é uma faculdade para o cristão. Não é ele que decide se deve ou não exprimir esse fruto. Caso seja incapaz de dar frutos, o cristão será arrancado fora do galho (João 15:6; Lc.13:6-10).

Por oportuno e necessário entendo por bem fazer distinção entre o fruto do Espírito e os frutos da obra. O fruto do Espírito é o descrito no texto estudado. Os frutos da obra são as almas que receberam as palavras do Senhor (Jo.15:16 e Lc.8:8). Esses frutos não são prova e nem são concomitantes ao fruto do Espírito. Não é porque uma pregação faz almas se converterem que faz o pregador poder afirmar que está em posse do fruto do Espírito.

Não é galho que faz o fruto aparecer. O fruto é conseqüência de uma série de processos químicos, climáticos, ambientais e biológicos, que podem ser transpostos em unção e comunhão do Espírito Santo de Deus, comunhão com os irmãos e leitura e crescimento no conhecimento da Bíblia.

Estudêmo-lo, pois!


FRUTO DO ESPÍRITO: AMOR (2)


O primeiro fruto, ou a primeira parte do fruto, como queira, é o amor.

Muito já se disse e se escreveu sobre o amor. Muita confusão e muita destruição já foi feita, em nome do amor.

Inegável que a palavra amor é uma das palavras mais prostituídas de que se tem noticia. Os avarentos tem um "amor" doentio pelo dinheiro. Maridos (e esposas) traídos dizem que mataram por "amor". Apaixonados que mataram que não correspondeu à paixão, dizem que o fizeram "por amor". Atualmente há uma tele-novela no ar que leva esse titulo "por amor".

Amor é um sentimento, e por fazer parte da parte emocional do ser humano, se confunde e se imiscui a outros sentimentos. As emoções não são objetos que possam ser fracionados ou misturados com outras substâncias dentro de frascos ou tubos de ensaio.

De pronto, eu gostaria de quebrar o romantismo que cerca essa palavra e dizer que o amor é um sentimento que quase sempre nos faz sofrer.

O amor se apresenta de variadas formas, em variadas intensidades, de acordo com a pessoa pelo qual o nutrimos. Veja se concorda comigo: o amor que uma mulher sente pelo seu marido é diferente do amor que ela sente por seu filho, que, por sua vez, é diferente do amor que ela nutre pelos seus irmãos e pais, que também é diferente do amor sentiu em sua adolescência por quem deve chamar de "primeiro amor".

Tudo isso é amor? Sim! E mais algumas outras coisas que os cafajestes, os porcos-chauvinistas (não sei exatamente o que significa essa expressão, mas não deve ser coisa boa...) e os ingênuos (na melhor das classificações) ou imaturos chamam também de "amor", não se sabe exatamente com quais intenções...

E... nesta selva de termos e jogos de palavras estamos nós. Perdidos e querendo apenas ser felizes...

O amor é um sentimento como são a inveja, o ódio, o ciúme e a paixão. Sentimentos são coisas que despencam em cima de nós, sem que peçamos, sem que possamos escolher. Não somos nós que controlamos o surgimento, o nascimento, a gênese de nossas emoções. Mas somos nós que controlamos o crescimento e o desenvolvimento dessas emoções dentro de nossos corações.

Contudo, isso é pano pra outra manga. O objeto do presente é descrever o amor, para que possa ser distinguido (tanto quanto possível) dos demais sentimentos, e, portanto, reconhecido dentre tantos outros sentimentos, como a piedade (compaixão, pena), o senso de responsabilidade (zelo) e culpa, e, o principal, a paixão.

Amar é dar maior importância à felicidade da pessoa amada do que à própria felicidade. Quem ama é capaz de fazer tudo que está ao seu alcance (ou fora dele) para que a pessoa possa ser feliz. Mesmo... que seja longe dele. O que foge disto não é amor. A satisfação de quem ama é ver e sentir a felicidade da pessoa amada.

Foi isso que Jesus Cristo fez com cada um de nós. Ofereceu sua vida como oferta e expiação pelo nosso pecado. Ele amou a cada um de nós, e não quis que fôssemos condenados, e deixou que fosse condenado para que nós pudéssemos ter a chance de ver e viver a glória do Senhor.

Amar é querer o melhor para a pessoa amada. Mesmo que seja a dolorido e sofrido. O amor é um sentimento altruísta. Quem ama se preocupa com a pessoa amada e faz o que é necessário, se estiver ao seu alcance, para que essa pessoa seja feliz. O amor busca satisfazer as necessidades da pessoa amada. Quem não faz isto, não adianta alardear um amor falso e inexistente aos quatro ventos.

A Bíblia diz que é pelos frutos (obras) que se conhece árvore. E não pelas folhas (palavras) - Mt.7:16-20


FRUTO DO ESPÍRITO: GOZO (3)

Algumas versões da bíblia colocam a palavra "alegria" e não gozo. Particularmente prefiro a palavra "gozo".

Alegria é um fator (ou elemento) buscado, procurado, perseguido até, pela maioria absoluta da população do mundo. Essa palavra alegria está umbilicalmente ligada à diversão. As casas de shows, os bailes, os eventos tem por objetivo proporcionar diversão aos seus convivas e estão sempre lotadas de pessoas que querem preencher o vazio de suas vidas com um pouco de... alegria e diversão!!

Quando Adão e Eva pecaram no Éden o Espírito Santo de Deus se ausentou do coração, do espíri-to e da alma do ser humano. E deixou um buraco, um vazio, uma falta de sentido que as pessoas querem encher. Você já ouviu ou leu a expressão "preencher o vazio do coração"? E buscam as mais diversas coisas para encher esse buraco. Fama, sucesso, reconhecimento, alegria, prazer, diversão, dinheiro, bens, poder.

Algumas passagens bíblicas colocam o gozo como sinônimo de contentamento. Por exemplo: Mt.2:10; Mt.13:44; Lc.15:23-24. Essas passagens falam de situações, que coisas que aconteceram e que deram grande alegria aos seus personagens.

Confesso que busquei em pesquisas algum subsidio a mais que ajudasse a deixar mais claro o que é esse gozo de que fala a Bíblia. Não fui muito feliz. Talvez tenha buscado nos locais errados, ou junto a pessoas erradas. Se o(a) amado(a) leitor(a) tiver algum subsidio que possa elucidar ou esclarecer o assunto, por obséquio, mantenha contato comigo.

Quero entender que a alegria é decorrente de fatores EXTERNOS. De coisas que acontecem conosco ou com as pessoas que amamos (Jo.3:29). Ganhar um brinquedo novo, ter um desejo realizado, poder fazer ou desfrutar de algo de que gostamos são coisas que nos deixam alegres.

O gozo, contudo, é INTERIOR. São aqueles RIOS DE ÁGUA VIVA de que falou Jesus em João 7:38. Isto não depende de fatores externos. Esse gozo não depende da casa, do carro, do sofá ou das roupas que temos ou deixamos de ter. A alegria é que depende dessas coisas; o gozo, não! Daí porque não posso concordar com os partidários da "teologia do oba-oba", que colocam que a nossa felicidade depende de um bom emprego, de uma posição social elevada, de bens e honrarias que Deus estaria obrigado a nos proporcionar.

Pastor Sakugoro Tanaka, há quase 20 anos (isso mesmo: vinte anos) contou-nos uma história que só agora posso compreender. Ele disse que uma vez um rapazinho, amiguinho da vizinhança, apareceu com uma caixa (ou uma sacola) de papel, e começou a distribuir ovos com os garotos da rua. Um deles, que era cristão, chamado Massao achou aquilo esquisito e perguntou da origem dos ovos. O garoto contou que tinha roubado de uma granja próxima. O Massaozinho disse e insistiu que os ovos deveriam ser devolvidos. Então o rapaz disse: então vá você! Massao pegou os ovos e foi devolvê-los. Entrou furtivamente na granja e começou a distribuir os ovos pelos ninhos. Nisso foi flagrado pelo dono da granja que o xingou e o espancou. Ele tentou em vão explicar que estava devolver os ovos, e não os roubando. Com o rosto inchado e vermelho e a cabeça cheia de galos foi jogado fora da granja. Ao invés de chorar e dor e tristeza, Massao sentiu uma enorme satisfação porque compreendeu que lhe acontecera era o mesmo que acontecera a Jesus. E... cho-rou de alegria (gozo, para ser mais exato!).

Fatores externos não abalam o gozo de quem é dominado pelo Espírito Santo de Deus. Se fatores externos têm abalado o gozo do amado(a) leitor(a) isso significa que esse gozo não é decorrente do domínio e do transbordar do Espírito de Deus em ti.

O(a) amado(a) leitor(a) tem o gozado do Espírito Santo de Deus? Tem sido cheio desse Espírito? Então o gozo é uma realidade permanente em tua vida. Caso contrario...


FRUTO DO ESPÍRITO: PAZ (4)

A paz é fruto do Espírito. Quem tem o Espírito Santo vivendo e atuando dentro de si, tem paz. Mas... o que é essa paz? Como é essa paz? Ocorre com uma freqüência muito grande de pessoas nas igrejas de Cristo alardearem uma paz que não vemos em suas vidas. São irascíveis, nervosas, resmungonas, impacientes, encrenqueiras, assustadas ou desesperadas. É preciso delimitar o que é a paz. Conhecer as suas características, sua forma, e assim poder reconhecê-la tanto em nos como em nossos conservos de Cristo.

A idéia comum e corrente de paz, inclusive dentro de nossas igrejas, é que ela seria sinônima de tranqüilidade, calmaria e sossego. A paz seria a ausência de guerras, brigas, rixas ou desentendimentos.

Se a paz é um fruto do Espírito ou parte do fruto do Espírito, é necessário que conheçamos sua forma, suas características, sua apresentação, para que seja reconhecida. Quando vemos uma arvore, logo reconhecemos que é uma arvore, o mesmo ocorrendo com uma vaca ou uma motocicleta. Se não soubermos o que é a paz, como ela se apresenta, como é a sua forma e quais são as suas características, podemos estar na ilusão de ter essa paz, quando na verdade ela não faz parte de nossa essência. Nesse caso estaremos entre os iludidos a quem Jesus vai dizer: "apartai-vos de mim" (Mt.7:23 e 25:41). Daí a extrema importância de conhecer para reconhecer e identificar a atuação do Santo Espírito de Deus em nossa vida.

O desapontamento, a desilusão, a raiva, a ira, o desespero, a depressão levam o ser humano tomar os mais destrutivos comportamentos ou atitudes, o que já foi objeto de várias outras mensagens (eu quero paz; armadura de Deus 4 - sandálias da paz; quando queremos cair no abismo). A reação de quem tem a paz de Deus diante da oposição ou da adversidade não é raiva, irritação ou de modo vingativo, querendo afligir quem causou dor e sofrimento. Somente tem essa paz quem édominado pelo Espírito de Deus e tem certeza de que Deus está no comando, e sabe o que faz. Paz é a capacidade de não reagir com irritação, raiva ou ódio

Pastor Elias conta que uma vez se fez um concurso para premiar quem pudesse retratar a paz com maior propriedade ou perfeição a paz. Diversos pintores fizeram desenhos com cenas bucólicas, paisagens lindas entre outras situações de sossego, tranqüilidade e calmaria (idéia corrente de paz). Ganhou o pintor que retratou uma cachoeira enorme, com águas poderosas e destrutivas. Bem ao lado da cachoeira havia um ninho de passarinhos indiferente ao poder e às forças das águas.

Eu vejo a paz como uma conseqüência, um subproduto, uma espécie de "efeito colateral" de quem tem a vida no Altar de Deus. A paz é a capacidade de manter a serenidade mesmo em meio às mais devastadoras e lancinantes situações.

A paz de Deus não se manifesta em meio à calmaria, à tranqüilidade. Não há necessidade. Ela se manifesta em meio à adversidade, à oposição, ao desespero, ao desapontamento, à desilusão, à ofensa, ao deboche ou rejeição.

Palavras de maldição, ofensas, irritação, ou até mesmo uma expressão aborrecida ou um silêncio "matador" são reações de quem não tem a paz de Deus. Quem não é dominado pelo Espírito Santo de Deus reage com aborrecimento, irritação, raiva ou até mesmo ódio em situações de desapontamento, desilusão, ou desespero. Você já viu algum amado irmão aparentemente conver-tido reagir de modo... "desamoroso" diante de qualquer situação... "um pouco mais grave"? É porque o Espírito Santo de Deus não frutificou a paz em sua alma, em seu espírito.

Como o(a) amado(a) leitor(a) reage diante das "situações adversas"?


FRUTO DO ESPÍRITO: LONGANIMIDADE (5)

Tal e qual informo na mensagem NÃO DEFRAUDARÁS TEU IRMÃO, a Bíblia contém muitas palavras que não são mais de uso corrente e coloquial de modo que seu sentido não é compreendido pelos seus (poucos) leitores. Nessa seara está a palavra LONGANIMIDADE. O que é essa longanimidade que a Bíblia diz ser fruto do Espírito Santo de Deus? Precisamos entender qual é o significado dessa palavra, conhecer e reconhecer as suas características, seu formato, sua apresentação para que possamos saber se está (ou não) presente em nós, em nossa vida, em nossa... personalidade.

Os dicionários informam que "longanimidade" é a qualidade de quem é longânime. E que, por sua vez, "longânime" é "que tem grandeza de ânimo; bondoso; corajoso; magnânimo; generoso; sofredor". São idéias muito distintas e diferentes para dar uma idéia do significado da palavra estudada.

Não é nossa intenção esgotar o assunto. E nem ir tão fundo que torne o texto cansativo e desinteressante. Não estou escrevendo para cientistas ou estudiosos numa banca de defesa de mestrado ou doutorado, mas para um público leigo. Assim, é preciso ser simplista o suficiente para ser inteligível, ao mesmo tempo que profundo o suficiente para fugir do lugar-comum e das repeti-ções inócuas. Bom, para simplificar, gostaria de transmitir a idéia, externar minha opinião, concluir que a longanimidade é um misto de paciência e piedade. Características em extinção nos dias atuais... O mundo não pára. O tempo não pára. A sociedade não pára. Não temos tempo para chorar nossas mágoas, ou ouvir lamúrias e lamentações alheias. Já estamos cheios de problemas para termos nosso tempo ocupado pelos problemas alheios. Não dá para ter dó de quem não tem dó da gente. A irritação, a aspereza, a rispidez têm tomado conta dos membros de nossa sociedade. Inclusive, infelizmente, dentro de nossas igrejas. De se considerar que as pessoas que vêm para a igreja vêm com as obras da carne, e não com o(s) fruto(s) do Espírito. E precisamos, nós os que somos da igreja, ter e usar dessa longanimidade para com os que vieram do mundo para congregar conosco.

Cada vez mais as pessoas têm se fechado em torno de si mesmas. Criam uma barreira, um muro, uma espécie de redoma ou concha para proteger-se das pessoas ao redor. Já notou que muitas pessoas estão sempre na defensiva? Evitam falar com os demais membros de nossas congrega-ções? No mais das vezes suas palavras demonstram uma certa... "aspereza"? No mais das vezes, à exceção de um seletíssimo clube de pessoas mais chegadas (às vezes nem com estes), elas estão sempre de mau-humor, com cara de poucos amigos, ou de que comeram e não gostaram... é perfeitamente perceptível que seu sorriso é falso, e que estão com pressa de ir embora. O(a) ama-do(a) leitor(a) conhece alguém assim na igreja?

Essas pessoas, entre outros motivos, não querem correr o risco de ter que AJUDAR alguém. Não querem correr o risco de que seja solicitada a sua ajuda, ter que dispor de seu tempo ou dinheiro para outrem. Então se mantiverem uma atitude de DISTANCIAMENTO dos demais o risco de ser solicitada a sua ajuda é quase que inexistente. Quem pediria ajuda a uma pessoa de cara fechada que não demonstra possuir alguma simpatia ou o desejo de ajudar? Mais ainda: são partidários da Lei de Talião, ou Código de Hamurábi, reproduzido na Lei Mosaica: olho por olho, dente por den-te, mão por mão, pé por pé.

Não quero que o(a) amado(a) leitor(a) utilize de minhas observações para medir ou analisar (e condenar) os demais partícipes e freqüentadores das igrejas de Cristo, mas para que o(a) amado(a) leitor(a) faça uma auto-análise se a longanimidade enquanto fruto do Espírito Santo de Deus está ou não fazendo parte de sua vida.

O(a) amado(a) leitor(a) tem demonstrado essa longanimidade (II Cor.13:5)?


FRUTO DO ESPÍRITO: BENIGNIDADE (6)


Acredito que há uma boa parcela da população da igreja que acredita que há uma repetição no versículo, uma vez que muitos dicionários trazem benignidade como sinônimo de bondade. As palavras gregas que utilizadas no texto são distintas. Mas isso não é o mais importante, pelo menos não para os fins para os quais compilo esta série de mensagens. Quero repetir, portanto, que as colocações feitas são as revelações que acredito ter recebido de Deus. O(a) amado(a) leitor(a) não é obrigado a concordar com as minhas colocações. O fato de ser eu a estar dizendo não significa que seja a coisa mais certa e inatacável do mundo. Por outro lado, o fato de discordar de minhas colocações não significa que eu esteja errado.

Dito isto podemos continuar.

A benignidade é uma atitude interior. É um sentimento, uma emoção que faz com que quem a possui sinta-se incomodado com a dor, com o sofrimento alheio.

O contrário, o oposto de benignidade é malignidade. Veja se concorda comigo: quem se sente incomodado com a dor, a injustiça e o sofrimento alheio é benigno. Então, quem folga, ri e se alegra dor, da injustiça e do sofrimento alheio é um ser maligno. O cristão que tem o Espírito Santo dentro de si jamais pode sentir alegria ou satisfação vendo ou causando dor e sofrimento em outras pessoas. Vi muitas vezes cristãos fazerem comentários sobre o destino que deve ser dado aos criminosos, aos malfeitores, ou até mesmo de pessoas com quem não simpatizamos. Um destino... "desagradável", na melhor das classificações. Tipo "trancar na cadeia e jogar a chave fora!".

Acredito ser oportuno fazer referência à vingança, que é quando causamos dor e sofrimento a quem dor e sofrimento nos causou. Afligir quem de alguma forma nos afligiu. Isso é vingança. Mas antes da realização, da concretização da vingança há o DESEJO de vingança. O desejo de causar dor e sofrimento a quem dor e sofrimento nos causou. O desejo de afligir quem, de alguma forma, nos afligiu. Quem tem esse DESEJO de vingança não é uma pessoa benigna. É uma pessoa maligna. Não há meio-termos. Não há outras classificações. Podemos explicar, racionalizar, fundamentar, justificar a nossa malignidade. Mas isso não vai mudar o fato: se, de alguma forma, em algum momento, viermos a desejar alguma forma de dor, sofrimento ou aflição a um semelhante nosso estaremos sendo malignos. E essa malignidade se revela de forma escancarada e facilmente visível. DESEJAR que o chefe neurastênico tenha uma hemorróida, ou que o motorista que cometeu uma barbeiragem ou uma infração de trânsito seja multado, por exemplo, são expressões de malignidade. Da mesma forma se sentirmos alguma ponta de satisfação ao ver a aflição, dor ou sofrimento de nossos desafetos.

A Bíblia diz que é bem possível que alguém se disponha a morrer por uma pessoa bondosa. Mas jamais alguém se disporia a morrer por alguém que não mereça a nossa compaixão (Romanos 5:7-8).

Jamais Deus folgou ou se alegrou com a dor e o sofrimento de quem quer que seja. E se o Espírito de Deus habitar em nós, essa característica de Deus deve se manifestar em nossa personalidade. Se é que o Espírito de Deus habita em nós (Rom. 8:9).

Rir COM os outros é saudável. Rir DOS outros não é. Daí porque Jesus, ao se referir aos frutos, foi claro ao dizer que sem Ele (Jesus) nada poderíamos fazer (Jo. 15:5).

Amado(a) leitor(a), faça uma auto-análise, uma auto-crítica. A benignidade de que estamos falando está presente em teu comportamento, em tua personalidade? Cristo tem habitado ricamente em ti (Ef.3:17)? A gravidade da resposta revela a gravidade da pergunta.


FRUTO DO ESPÍRITO: BONDADE (7)

Bondade e benignidade estão intimamente ligadas e coligadas, muito embora sejam coisas distintas, conforme coloco na mensagem anterior.

Repetindo o que consta da mensagem anterior, a benignidade é um sentimento interior. Não temos as emoções que queremos porque queremos tê-las. Emoções são coisas que brotam, despencam ou explodem em nossa alma sem pedir autorização ou licença. Raiva, frustração, tristeza não são coisas que pedimos para sentir. Ciúme, inveja e humilhação são coisas que simplesmente aparecem em nossa alma sem sequer pedir permissão, sem a nossa autorização. Não somos nós que temos emoções. É o contrário: as emoções é que nos tem. Pelo menos num primeiro momento.

E o que é BONDADE? Antes de responder o que é a bondade, gostaria de instigar o senso de investigação e iniciativa dos(as) amados(as) leitores(as), e perguntar como se reconhece uma pessoa bondosa? Muitas vezes não é possível identificar uma pessoa benigna ou maligna, porque não conhecemos seus pensamentos e seus sentimentos. Uma pessoa que nos seja próxima pode estar arquitetando um plano para nos prejudicar, aproveitar-se de nós. Pode estar, de uma ou outra forma, nos traindo.

Uma pessoa bondosa é reconhecida pelos ATOS de bondade que PRATICA. Enquanto que a benignidade fica no plano interior, subjetivo das pessoas, a bondade se externa através de ATOS. É por causa dos atos de bondade que uma pessoa bondosa é reconhecida. Sem a prática de atos de bondade não se reconhece, não se identifica uma pessoa bondosa. Por mais benigna que ela seja... Entende o que quero dizer? Não basta aos cristãos serem benignos. Têm que ser também bondo-sos. Sorrir, ser simpática, cordata e amável pode tornar uma pessoa benquista. Mas não é suficiente. A benignidade precisa ser externada através de ATOS de bondade. Daí porque a benignidade está intimamente ligada à bondade.

Não que a bondade seja alguma coisa sozinha. Ela precisa ser expressão da benignidade para que possa ser classificada como fruto do espírito tal e qual a intenção de Deus. Podemos praticar atos de bondade mas não em decorrência de benignidade, mas em decorrência de piedade, de oportunismo (como fazem alguns candidatos políticos em época pré-eleitoral), ou visando alguma outra forma de lucro ou retorno (como fazem as empresas para aumentar a produtividade dos em-pregados). O ATO DE BONDADE em si não pode ser considerado fruto, assim como a só benignidade não significa (e não resolve) muita coisa...

A maioria das pessoas, ainda que tenha dentro de si um desejo de praticar atos de bondade, não permitem que esse desejo se concretize. Têm medo de serem manipulados, explorados, extorquidos ("prontos para a felicidade 1 a 4"), que, de um modo ou de outro, venha a ser exigido mais do que estão dispostas a dar. Daí a reclamação corrente: "a gente dá um dedo, e querem o braço".

Os seres humanos são maus, são péssimos, são horríveis. Amar é assumir o risco de sofrer uma decepção. O que quase sempre ocorre...

Jesus fez uma colocação que explica como se resolve esse problema: não esperar lucro, recompensa, reconhecimento (agradecimento) ou qualquer tipo de retorno. Falo mais sobre isso na mensagem "Que fazeis de mais?".Atos de bondade, na intenção de Deus, são atos praticados sem se exigir (ou mesmo querer) lucro, recompensa ou retorno. Se fizermos algo querendo (ou exigindo) algum tipo de retorno, não será um ato de bondade, mas um ato de comércio, um escambo, uma troca, um tráfico, que é o que a maioria daqueles que não entendem o que é a bondade segundo o Espírito de Deus têm praticado...

Mais uma vez se faz necessário lembrar que SEM o Espírito de Deus ninguém consegue praticar essa bondade. Não faz parte da essência do ser humano.


FRUTO DO ESPÍRITO: FIDELIDADE (8)

Algumas versões da Bíblia a palavra "fé", e não fidelidade. Neste caso especial, de acordo com a linha de raciocínio que tenho adotado na presente série, "fidelidade" é mais adequado. Contudo, necessário colocar que tal e qual a benignidade e a bondade, a fé e a fidelidade estão entrelaçadas de uma forma indissociável. Quem tem fé é fiel. Logo, quem não é fiel é porque não tem fé.

Conforme já de muito tenho alertado, não é minha intenção esgotar o assunto, mas criar no(a) amado(a) leitor(a) uma sede de buscar mais, de estudar mais, de conhecer mais da Bíblia e do Espírito de Deus. Nestes moldes, não vamos nos aventurar em dissecar a diferença entre fé e fidelidade. Mais uma vez, por necessário, coloque-se que para os fins do presente, vamos concentrar nossa atenção na fidelidade.

Não é com dificuldades que vemos algumas situações em que aqueles que não compartilham da mesma fé serem chamados de "infiéis" ou "hereges". Por exemplo, os protestantes dos séculos XVI e XVII eram taxados de "hereges" pelos católicos. E os cristãos até hoje são chamados de "infiéis" por alguns muçulmanos. Lógico que esse não é o sentido da palavra no contexto estudado.

Numa certa oportunidade fui quase que linchado porque ministrei sobre o erro cometido por alguns pregadores acerca da interpretação de Amós 4:12 - "Portanto assim te farei, ó Israel, e porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus". Nós não temos que nos preparar porque o Senhor Jesus está voltando. Mesmo que o Senhor Jesus não nos encontre com vida, temos que estar prontos. O sentido emprestado por esses pregadores é mais ou menos como se precisássemos limpar a casa porque o dono está voltando. E se o dono não estiver voltando podemos deixar a casa suja? Pela interpretação emprestada por essa linha de raciocínio, parece que sim.

Em minha opinião (o Senhor seja comigo), mesmo que o dono da casa NÃO VOLTE, a casa TEM que estar SEMPRE limpa, de modo que nós não temos que nos preparar PARA a volta de Jesus. Já temos que estar prontos. Sempre prontos.

Os empresários têm esse problema. Alguns empregados só trabalham quando eles estão presentes. Isso deu origem a dois ditados: "quando o gato sai, os ratos fazem festa" e "o que engorda o boi é o olho do dono".

Fidelidade vem de "fides", fiel. "Aquilo em que se pode fiar, firmar". Quem tem fidelidade é fiel. Os infiéis não têm fidelidade nenhuma. E o que é "fidelidade"? É a qualidade de ser fiel. E o que é "ser fiel"? É quando não traímos a confiança que em nós for depositada. Quem é uma pessoa fiel? É uma pessoa em quem se pode confiar. O Senhor Jesus pode confiar em ti? O(a) amado(a) leitor(a) tem guardado fielmente os mandamentos de Deus?

Em Mateus 24 e em Lucas 12, Jesus Cristo falou sobre o servo infiel que começou a explorar e se aproveitar dos conservos (companheiros) porque o Dono da Casa demorou a voltar. Ele será expulso e colocado junto com os hipócritas.

Algumas versões da Bíblia trazem a palavra "adúlteros" em vez em "infiéis" em Tiago 4:4. Quem trai a confiança depositada está cometendo um ato tão grave quanto é um adultério.

A fidelidade é fruto do espírito. O ser humano não consegue guardar os mandamentos de Deus. Ele é pecador demais, vil demais, egoísta, ganancioso e vingativo demais para ser fiel a Deus e cumprir os mandamentos que Ele determinou. Somente quem é cheio, dominado e dirigido pelo Espírito Santo de Deus consegue ser fiel a Deus.

O(a) amado(a) leitor(a) tem sido cheio do Espírito de Deus? Em outras palavras: tem sido fiel a Deus? A gravidade da resposta revela a gravidade da pergunta.


FRUTO DO ESPÍRITO: MANSIDÃO (9)

Já tive a grata satisfação de ministrar sobre a mansidão na série de mensagens sobre o Sermão do Monte. Essa mansidão fruto do espírito é a mesma mansidão de que fala Mateus 5:5. Aliás, há uma estreita correlação entre os frutos do espírito e as bem-aventuranças, que são o caráter do cristão.

"Mansidão" ou ser "manso" comporta vários sentidos e significações que precisam ser compreendidos para que não caiamos no engano e venhamos a nos desviar do caminho de Deus. A palavra de Deus é espiritual e tem um sentido diferente, às vezes oposto, do sentido coloquial, gramatical e antropocêntrico. Aliás, o grande erro dos teólogos (e curiosos) que não têm a direção e a unção do Espírito Santo de Deus é justamente emprestar esse sentido humano às palavras espirituais da Bíblia. Daí porque a Bíblia diz que a "letra mata, mas o espírito vivifica" (II Cor.3:6).

Antes de falar (ou escrever) sobre o que vem a ser mansidão como fruto do espírito, insta colocar quais são os significados comuns que não cabem no contexto bíblico. O mais comum é o próprio sentido gramatical: "qualidade de ser manso, brandura de gênio, índole pacífica, serenidade, lentidão no falar". Em outras palavras, mansidão seria sinônimo de tranqüilidade e sossego. Mansa seria a pessoa calma, tranqüila e sossegada. O que, evidentemente, não cabe no contexto de fruto de espírito. Uma pessoa não precisa ter o Espírito de Deus agindo em sua alma e em seu coração para que seja calma, tranqüila e sossegada. Isso é uma característica genética, ou fruto de esforço e força de vontade, como fazem os monges. Forçoso concluir que não é essa a mansidão de que fala a Bíblia como sendo fruto do espírito.

Eu entendo que ser manso, de acordo com a melhor interprestação bíblica, é ser como Moisés, o filho de Joquebede (Num.12:3). Ele era manso. E precisava sê-lo para poder ser condutor e dirigente de uma problemática multidão de aproximadamente dois milhões de pessoas.

Diversos versículos na Bíblia tratam da necessidade de sermos mansos, e agirmos com mansidão (Gal.6:1, Ef.4:2, Col.3:12, I Tim.6:11, etc). Quem não tem essa mansidão fica nervoso, irritado, exasperado, desesperado, irado, frustrado por quase nada. Às vezes por nada.

A vingança ocorre quando ferimos quem nos feriu, causamos dor a quem dor nos causou, afligimos quem nos afligiu. Assim, sintomático que o desejo de vingança é o desejo de ferir quem nos feriu, causar dor a quem dor nos causou, afligir quem nos afligiu. Toda vez que xingamos estamos expressando raiva, dor, ódio, frustração, desapontamento, decepção e coisas tais. Quando tratamos alguém com rispidez, grosseria, exasperação, irritação, má vontade ou qualquer tipo de sentimento ou atitude que faz com que nosso interlocutor sinta-se ferido, magoado ou simplesmente "indesejável" estaremos diante da comprovação da inexistência de mansidão em nosso ser. De se concluir que a mansidão é também externação da benignidade. Enquanto que a bondade é a prática de atos de benignidade, a mansidão nos faz abster de praticar qualquer ato que vá ferir, magoar, prejudicar, irritar, ou até mesmos deixar nossos companheiros de jornada aborrecidos ou entristecidos.

A Palavra de Deus, repita-se, é espiritual e deve ser espiritualmente interpretada. Essa mansidão de que a fala a Bíblia, tem o sentido de INABALÁVEL. Fé inabalável. Essa é a fé que fez com que Paulo e Silas cantassem hinos de louvor a Deus nas masmorras da cidade de Filipos (Atos 16). Quem tem uma fé inabalável é firme como o monte Sião (Salmo 125) que não se abala. Somente quem é dominado pelo Santo Espírito de Deus consegue essa mansidão.


FRUTO DO ESPÍRITO: TEMPERANÇA (10)

A última parte do fruto (ou último fruto, como queira) é a temperança, que algumas versões colocam como "domínio próprio". O dicionário coloca que temperança é "qualidade daquele que é moderado nas paixões, nos apetites, etc.; comedimento, sobriedade", o que, é evidente, não cabe no conceito bíblico de temperança. Mais uma vez devo lembrar que o entendimento bíblico deve ser espiritual, e, portanto, de acordo com o Espírito de Deus.

Temperança, em linhas gerais, é o negar-se a si mesmo de que falou Jesus em Mateus 16:24; Marcos 8:34 e Lucas 9:23, que, aliás, já foi tema de uma mensagem.

Espero que você já tenha tido a oportunidade de ler alguma mensagem onde menciono os dois principais fatores que conduzem o ser humano: o pensamento (entendimento, espírito) e o sentimento (emoção, alma). Em outras palavras: as pessoas fazem o que acham certo ou o que querem, desejam fazer. Não raro, ocorrem contradições entre os sentimentos e os pensamentos: queremos fazer o que condenamos, o que achamos errado, reprovável; ou não queremos fazer o que precisa ser feito.

Deus precisa dominar nossos pensamentos (espírito) e nossos sentimentos (alma). Enquanto nossos pensamentos e nossos sentimentos forem carnais e vendidos sob a escravidão do pecado (Rom.7), nossos atos também o serão. Enquanto não chegarmos a estatura de varão perfeito, estaremos sujeitos a fazer o que é errado, pensando que é o certo, e nos deixar dominar por emoções carnais, pelo desejo lascivo, devasso, destrutivo.

Não digo que devamos negar e reprimir todas as nossas emoções, sentimentos e desejos, mas que isso deve acontecer para nossa alegria e alegria dos que vivem e convivem conosco. Entregar-se às emoções que magoam, matam e destroem nos conduzirá para as trevas e para a solidão. Entende?

Nossos pensamentos vão se formando aos poucos, vão evoluindo, e se tornam como as rochas que seguram as ondas do mar (e também precisam da santificação). Não são as águas que seguram as rochas, são as rochas que seguram as ondas. Assim, os pensamentos é que refreiam as emoções. A raiva, o ódio, a paixão, o desejo, são tempestades que agitam nossa alma, e se não houver rochas altas, rígidas e firmes, as águas acabam por escapar, destruindo tudo que está à frente.

Enquanto não se chega ao final do processo de santificação, eu entendo que devemos confiar mais em nossos pensamentos do que em nossos sentimentos. Desconfie sempre de tuas emoções. Machado de Assis (escritor de romances do início do século XX) já dizia que "a emoção nunca foi boa conselheira".

A temperança (negar-se a si mesmo) é justamente isso: reprimir sentimentos, emoções e desejos carnais, egoístas e destrutivos, e agir mais de acordo com os pensamentos. Os pensamentos são mais confiáveis, visíveis, compreensíveis e palpáveis. Nossas emoções mudam de repente, sem nenhum motivo aparente. O mesmo não ocorre com nossos pensamentos. A emoção não distingue o que é bom ou mau. O pensamento distingue quais são as emoções "boas" ou "más".

Emoções, desejos, sentimentos são coisas que despencam (ou explodem) em nós, sem que peçamos, sem que possamos escolher. Não somos nós que controlamos o surgimento, o nascimento, a gênese de nossas emoções. Mas somos nós que controlamos o crescimento e o desenvolvimento dessas emoções dentro de nossos corações.

Temperança é a capacidade de não se deixar dominar pelas emoções que nos afastam de Deus (por mais que queiramos), e alimentar as que nos aproximam de Deus (por mais que as repudiemos).


FRUTO DO ESPÍRITO: CONCLUSÃO (11)


O estudo do fruto (ou frutos) do Espírito Santo é extremamente importante, e... humilhante. Ao mesmo tempo nos incentiva, no induz, nos constrange a passar mais tempo e nos dedicarmos mais ao estudo, à oração e à comunhão do Santo Espírito de Deus, também revela nossas falhas, nossas omissões, defeitos e a deformação que o pecado produziu em nossa alma, em nosso ser.

A produção de frutos é um ato natural. Toda árvore frutífera tem frutos. Bons ou maus, úteis ou inúteis, visíveis ou invisíveis. É algo tão natural quanto a água que molha, ou o fogo que queima. Árvores que não dão frutos são árvores que sofrem de algum tipo de deficiência.

O apóstolo Paulo, com certeza não tinha consciência da profundidade e nem das implicações da figura que utilizou em Romanos 11 ao nos comparar à oliveira brava (zambujeiro) que foi enxertada à oliveira produtiva

Conforme o entendimento que o Senhor me deu (assim eu creio) o principal fator que faz com que o galho produza frutos é a SEIVA. Sem seiva não há vida, não há fruto. Não adianta amarrar um galho num caule ou num outro galho sem fazer com que os canais que conduzem a seiva (vasos lenhosos e liberianos) sejam restaurados (técnica de enxerto). Falo mais sobre isso na série de mensagens sobre os FILHOS DE DEUS: A TRANSFORMAÇÃO (2). Não é o galho que dá o fruto. O galho é o instrumento da seiva. É um trabalho conjunto, um trabalho em equipe. SEM A SEIVA O GALHO JAMAIS PODERÁ PRODUZIR FRUTOS. E as igrejas de Cristo estão cheias de galhos que não tem como produzir frutos. São galhos secos, galhos mortos,. Galhos que não estão enxertados. Os vasos internos não foram restaurados, e, portanto, não permitem a passagem da seiva mandada pela raiz e pelo caule.

Num outro giro, eu entendo ser necessário comentar sobre Lucas 13:6-9 que fala sobre o homem que plantou uma figueira dentro da plantação de uvas. E em três anos não tinha produzido nenhuma fruta. O hortelão intercedeu pela figueira e pediu que tivesse paciência por apenas mais um ano, que ele próprio iria regá-la e adubá-la. Se fosse inútil, então que a substituísse por outra árvore (talvez outra figueira).

Conforme coloco na mensagem inicial, há que se diferenciar o fruto da obra (Jo.15:16), e o fruto do espírito. Há uma época certa para que haja fruto da obra, mas o fruto do espírito é permanente. Precisamos desse fruto (ou frutos) o ano inteiro. Mais ou menos como jabuticaba. É só molhar o ano inteiro que dá o ano inteiro.

Quem é o hortelão responsável por adubar e regar a figueira? Nós, obreiros da casa do Senhor. As plantas sintetizam (fabricam) o próprio alimento a partir de água e sais minerais e na presença de luz. Então, nós, obreiros, temos que dar às "arvores" sob nossa responsabilidade, a maior quantidade possível de água, luz e sais minerais. Nós, obreiros somente podemos dar água e sais minerais. A luz vem de Deus. Água é consolo, amor, carinho e atenção. Sais minerais são a Palavra de Deus. Luz é a presença de Deus. Podemos amor, carinho, atenção e ministrar a Palavra de Deus. Mas a luz (presença de Deus em oração) precisa ser buscada por cada "árvore" (cristão).

Têm chegado os dias em que se cumpre as palavras do Profeta Amós (8:11-12) quando a Palavra de Deus não tem sido por e para Deus, e sim pelo e para o homem. Sem a genuína Palavra de Deus, os cristãos têm ficado enfraquecidos e se tornado presas fáceis do diabo.

O(a) amado(a) leitor(a) tem sido dominado pelo Espírito de Deus de um modo tal que tem produ-zido o(s) fruto(s) do espírito? A tua permanência na igreja depende disso. Se não, por quais motivos? A tua sobrevivência depende da resposta.



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