SEÇÃO Estudos Bíblicos
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     Terça, 2 de Setembro de 2014

Estudos Bíblicos      Discipulado       -

AS OBRAS DA CARNE (1ª parte)

Publicado em 11/30/2002

Takayoshi Katagiri - takayoshi@terra.com.br
JesusSite

Março/2001

A(s) obra(s) da carne (1): considerações

Já de muito tenho ministrado que há uma ignorância muito grande acerca de Deus no mundo, e também dentro de nossas igrejas. A maior parte das pessoas que freqüentam conosco uma das igrejas de Jesus Cristo, não compreende muito bem o que Deus quer de nós e nem o que pretende fazer conosco.

A questão que quero levantar é no tocante a uma das mais conhecidas e incompreendidas passagens da Bíblia: a que trata dos frutos do Espírito e dos frutos (ou obras) da carne (Gálatas 5).

Uma grande parte de nossos irmãos, de nossos companheiros de igrejas, estão absolutamente convictos de que estão em posse do fruto do Espírito, e que tem rejeitado as obras da carne. Mas é uma convicção falsa, ilusória, porque na verdade estão em posse das obras da carne e tem rejeitado o fruto do Espírito. Estão na incômoda situação descrita em Mateus 6:23.

Por que estão nessa situação? Porque desconhecem o significado das palavras que estão no texto bíblico, ou estão fechando seus olhos para a verdade, para viverem uma fábula, uma ilusão, uma utopia, um sonho, do qual serão tirados quando vier o dia da angústia já mencionado.

Existem dois fatores principais que norteiam o comportamento humano: pensamento e sentimento. Via de regra, nós fazemos o achamos certo ou o que queremos fazer. As crises de consciência ocorrem quando desejamos o que condenamos, ou não queremos fazer o que acreditamos que deve ser feito.

O problema maior e mais complicado é que nossos desejos são pérfidos, perversos, são decaídos e pecaminosos, contrários à essência e ao desejo de Deus... E nossos pensamentos são egoístas, são egocêntricos, individualistas, mesquinhos, destrutivos. Em suma: somos pecadores, e vendidos sob a escravidão do pecado (Rom.7 e 8)

Não sei ao certo qual seria o conceito mais aproximado de personalidade, mas acredito que seja a essência de uma pessoa, o conjunto de seus valores, suas emoções, suas dores e suas aspirações. Personalidade é o conjunto de certo e errado, de bom e de ruim, de bonito e feio, de louvável e reprovável que cada um ser humano tem dentro de si.

O que ocorre, e isto precisa ficar claro, é que tais valores são... "incorretos". Estão todos impregnados com essa alguma coisa nojenta aos olhos de Deus chamada 'pecado'.

Então, quando o ser humano peca, quando faz alguma coisa que seja errada ou condenável pela bíblia, nada estará fazendo contrária à sua natureza. Gritar, xingar, amaldiçoar, mentir, aproveitar-se da situação, roubar, e coisas tais, são inerentes à condição humana. O natural é cometer pecado, e ter as obras da carne presentes em nossa vida. O sobrenatural é vencer a carne. É por isso que a Bíblia diz em Mateus 11:12 que desde os dias de João Batista até hoje o reino dos Céus e tomado à força e os violentos se apoderam dele. E os violentos que andam em espírito, não se curvam ao desejo da carne (Gal. 5:16)

Se não lutarmos contra a nossa natureza vil e perversa, seremos dominados por ela, e as obras da carne se farão presentes em nossa vida. Quando as obras da carne se fazem presentes em nossa vida, significa que nosso espírito carnal está dominando nosso ser. Então, o Espírito de Deus se entristece, deixando-nos um vazio, e uma angústia em nossas almas e em nossos corações.

Nas continuações da presente estaremos explicando o que é exatamente cada obra da carne listada em Gálatas 5, e é necessário que você, caso queira continuar, saiba que a carne (espírito carnal, decaído) deve ser extirpada, ou vai tirá-lo da igreja mais cedo ou mais tarde...

AS OBRAS DA CARNE: PROSTITUIÇÃO (2)

Takayoshi Katagiri

Julho/2000

Já discorremos sobre a insignificância da diferenciação que fazem os cristãos sobre a existência de vários frutos ou apenas um fruto com várias partes. Discussão meramente acadêmica que não interfere na aplicabilidade do ensino bíblico, na vida da maior parte dos que freqüentam nossas igrejas.

O primeiro fruto (ou primeira parte do fruto) é a prostituição. E o sentido que comumente se atribui a palavra é como sinônimo de fornicação, isto é, a prática sexual pré-matrimonial. Isto é prostituição, sim. Mas prostituição não é somente isto.

As palavras podem ter seus sentidos alterados de acordo com o contexto em que estão inseridas. Assim, essa palavra pode adquirir outros sentidos, de acordo com o sentido que o Autor quiser lhe emprestar.

No mundo, a palavra prostituição pode ser relativo a uma troca imoral, pessoas que dão coisas para receber outras coisas, prática esta que ofende a moral e ética. Mulheres e homens que alugam seus corpos por dinheiro, bens, necessidades. Isto é uma forma de prostituição (Ex.23, II Reis 17:17) que gostaria que ficasse claro para todos quantos se dizem cristão e se ufanam como sendo "filhos de Deus".

Prostituir é vender a própria honra, a própria dignidade, é sacrificar o amor-próprio e a auto-valoração em troca de alguma outra coisa.

Nós freqüentemente somos forçados a escolher entre o que é reto aos olhos de Deus, aquilo que Deus quer e exige de nós, é aquilo que é melhor (pelo menos aparentemente) aos nossos olhos. Como ocorreu em Números 25. Para possuirem as mulheres moabitas, os hebreus adoraram os deuses estranhos, e se inclinaram diante de ídolos feitos por mãos humanas. Nesse sentido, Adão e Eva se prostituíram quando a desobedeceram a Deus para poder saborear o fruto da árvore da vida.

Abraão prostituiu-se quando mentiu para não correr o risco de ser morto por causa de sua linda mulher (Gen.12 e 20). Isaque repetiu o mesmo erro (Gen.26). Jacó mentiu para obter a benção de seu pai( Gen.27).

Ocorre a prostituição quando as pessoas da igreja se vendem para obter o que desejam ou almejam. Negam a sua fé em Cristo, jogam para fora a honestidade e a pureza de suas mãos por dinheiro, por prazer, pela fama, pela diversão.

E isto, infelizmente, é comum e rotineiro em nossas igrejas: pessoas que vendem a própria fé, a própria paz, a comunhão com o Espirito de Deus por dinheiro, por prazer e por uma qualquer outra mórbida forma de satisfação...

Simão Pedro prostituiu-se para não ser capturado e morto com Jesus, mas depois de revestido com o poder do Espirito Santo, recusou-se a prostituir por dinheiro (Atos:8). Isto é o que quero transmitir para ti, e preciso que fique claro: toda vez que alguém que se diz cristão, deliberada e espontaneamente faz qualquer coisa contrária à palavra de Deus, para ganhar algo ou não perder algo que tem, está se prostituindo.

Jesus tem que valer mais do que tudo em nossas vidas, e por ele temos que renunciar a tudo. Enquanto houver alguma coisa no mundo, neste mundo, que valha tanto ou tão mais do que Jesus, estamos sujeitos a nos prostituir para tê-lo ou não perde-lo.

Pecado não é somente uma transgressão à lei de Deus, como muitos pensam e ensinam. Pecado não é somente o que não provém de fé. Pecado é tudo o que fere, magoa e entristece o coração e o Espírito de Deus.

Toda vez que você faz alguma coisa, qualquer coisa, de forma consciente e deliberada, que venha a magoar, entristecer o coração de Deus para conseguir satisfazer uma necessidade, um desejo, um capricho, uma "inclinação da carne" (concupiscência), você estará vendendo a sua fé, sacrificando a sua comunhão e comunicação com Deus. A carne estará se manifestando e dominando a sua vida, a sua alma, o seu espírito.

AS OBRAS DA CARNE: IMPUREZA (3)

Takayoshi Katagiri

Julho/2000

As palavras não têm sentido nenhum se isoladamente colocadas. E nenhuma delas tem melhor sentido se não houver que as leia, as interprete, as entenda.

Impureza é sujeira, é escória, é o que atrapalha, é o que está destoando do conjunto. Um feijão no meio de muitos feijões não é impureza, mas um feijão no meio de um monte de arroz é sujeira, é impureza, porque não se cozinha feijão com arroz.

Assim, impureza no sentido bíblico, é relacionado ao mau-uso da sexualidade humana. E isto é uma coisa, infelizmente, comum e até normal nos dias atuais. Muitas vezes, inclusive, é incentivado nas propagandas contra as doenças sexualmente transmissíveis. "Faça o uso que quiser de seu corpo e sua sexualidade, mas não transmita e nem adquira doenças" é a tônica das campanhas. As novelas, os filmes, as leituras, as conversas das rodas de bar, são onde encontramos incentivos para tal prática que tem desastrosas conseqüências para o ser humano em família.

Os seres humanos (inclusive, talvez, eu e você) tem sido transformados em objetos, em coisas, em brinquedos sem alma, sem aspirações , sem desejos, com o único propósito de satisfazer nossos desejos e caprichos e também desejos e caprichos alheios...

Homens com olhos cheios de impureza, olham apenas seios, nádegas e coxas das mulheres que incentivam essa prática insinuando-se com roupas que mostram "porções generosas" de seus corpos.

Se por um lado tem se tornado comum que homens vejam mulheres como brinquedos sexuais, de outro mulheres tem se reduzido a tais objetos quando incentivam tais práticas.

Com a liberação sexual, a quebra de tabus, e a diminuição da repressão sexual, um fenômeno inverso tem ocorrido: homens que se sujeitam a se rebaixam também à condição de brinquedos sexuais das mulheres. Às vezes, por dinheiro, o que se classifica como prostituição. Objeto de uma mensagem desta série.

Homens e mulheres são despidos, seviciados, abusados, usados, explorados com os olhos da imaginação.

Quais as imagens que vem a tua mente quando estás deitado? Quais são os sonhos e os desejos secretos e inconfessáveis que te assaltam na tua solidão enquanto esperas o teu sono?

No secreto de teu coração, no esconderijo de tua mente, o que vês? Para o que olhas? Quais os atos que aspiras praticar? São santos? São agradáveis a Deus? São louváveis? Podem ser conhecidos e confidenciados?

É comum que se pense que se assim for é impossível ao ser humano manter-se puro. E realmente é, daí porque a bíblia diz que a salvação é impossível aos homens (Mt.19).

Quando formos dominados, subjugados, transformados pelo Espírito de Deus (Rom.12), poderemos ver as mulheres como elas são: mulheres. Mulheres com emoções, desejos, vontades, aspirações: alma, e não somente como bonecas, brinquedos, objetos, coisas. O mesmo também para as mulheres que se contaminam com a perniciosa mensagem das novelas e dos filmes mundanos. Se imaginando desfrutar de um homem a cada semana...

Nossos olhos são a janela de nossa alma. Se nosso interior for limpo, tudo o mais será limpo. Mas se nosso interior for impuro, tudo nos será impuro.

O mau-uso de nossa sexualidade só nos traz conseqüências destrutivas. Somente dor e tristeza.

"Ainda que o pecado lhe seja doce na boca, ainda que ele o esconda debaixo da sua língua, ainda que não o queira largar, antes o retenha na sua boca, contudo a sua comida se transforma nas suas entranhas; dentro dele se torna em fel de áspides." (Jó 20:12-14)


OBRAS DA CARNE: LASCÍVIA (4)

Takayoshi Katagiri

Julho/2000

Depois de toda a exposição acerca da impureza, não resta muito a se falar sobre a lascívia. Enquanto que a impureza se opera no plano abstrato, na imaginação, na mente, no coração e nos pensamentos, a lascívia é a prática de atos sexuais sem a pureza e a santidade colocadas na Bíblia para a consecução do "serão os dois uma só carne" (Gênesis 2:24).

O relacionamento sexual, acredito, não tem sido muito bem compreendido pelos membros de nossas igrejas. Em parte por causa de falta de preparo dos líderes das igrejas, que não tem também um conhecimento suficiente para se sentirem seguros para ministrar sobre o assunto.

O relacionamento sexual não tem fins meramente reprodutivos, como querem alguns, e não deve ser mera fonte de prazer como muitos o consideram.

O relacionamento sexual tem vários objetivos que foram instituídos pelo próprio Deus. Este é um lado da moeda. O outro é a lascívia, a escravidão sexual, a degradação, o excesso, o mau-uso da sexualidade. Isto é, se por um lado temos uma total condenação e repressão da utilização de sexualidade humana, de outro, temos um excessivo e desregrado uso, que é igualmente destrutivo e fonte de angústias e sofrimentos.

Num relacionamento sexual, os pares devem se preocupar mais com o prazer que podem proporcionar do que o prazer que querem e podem obter. A lascívia faz com que a pessoa se preocupe somente com o próprio prazer, e isto de uma forma excessiva, desregrada (sem regras, sem limites e sem medir as conseqüências...). Pessoas há que se relacionam com animais, com vários parceiros, com pessoas do mesmo sexo, usando objetos, assistindo filmes e vendo revistas pornográficas. Tudo isto é lascívia.

A lascívia é uma água que não sacia, é uma água que dá mais sede, e cada vez que as pessoas se entregam à lascívia, mais são envolvidas por ela, mais são tragadas, são viciadas, controladas, dominadas, escravizadas. É uma escada que leva as pessoas cada vez mais para baixo.

A pessoa que é dominada pela lascívia é aquela que está sempre "em busca de novas emoções", porque o que tem logo perde o gosto e a graça... E nessa busca, deixa sua humanidade para se tornar menos e pior do que os animais...

Os filmes, as novelas, as propagandas estão cheios de elementos que acalentam a lascívia, que sempre começa com um "pequeno desvio" que descamba para longe da presença de Deus...

O mundo incentiva e alardeia o mau-uso de nossa sexualidade, e, em alguns atos, dá a entender que seria uma forma de ser feliz. Mas são apenas umas flores que se colocam sobre as correntes que prendem as pessoas que se tornam escravas da lascívia...

Tem um cena de um filme do Batman (o homem-morcego), que retrata e denuncia essas correntes. Nela, o Coringa grita: o riso que vês em meus lábios apenas escondem a tristeza que carrego no meu peito (ou coisa parecida). Assim é o mundo...

A impureza é o começo da lascívia e o fim do caminho é a escuridão das trevas, a frustração, a angústia, a dor e o sofrimento.

"Ainda que o mal lhe seja doce na boca, ainda que ele o esconda debaixo da sua língua, ainda que não o queira largar, antes o retenha na sua boca, contudo a sua comida se transforma nas suas entranhas; dentro dele se torna em fel de áspides." (Jó 20:12-14)


OBRAS DA CARNE: IDOLATRIA (5)

Takayoshi Katagiri

Março/2001

Há muito pouco ou quase nada a ser dito de idolatria.

Normalmente os cristãos lêem Jeremias 10 ou Salmos 115, e entendem que idolatria se reduz e se resume ao ajoelhar-se perante imagens de pedra ou madeira, e lhe dirigir orações, esperando comunicar-se com o que o ídolo representa.

O Senhor nosso Deus é soberano, é absoluto, é total, é completo. E assim Ele deve ser adorado.

Mas o ser humano é idólatra por sua natureza pecaminosa. Sente a incrível necessidade de ver, de visualizar, de ter contato com algo mais que os olhos da fé podem mostrar.

Todas as religiões do mundo antigo e moderno, à exceção do judaísmo, tem imagens representativas de seus deuses.

No cristianismo, à exceção do catolicismo, não se fazem imagens de escultura representativas de Deus.

E Deus proibiu a edificação, a construção, a elaboração de imagens representativas de sua deidade (fato de ser Deus), porque em nenhuma imagem há lugar e espaço para conter toda a sua divindade. Deus, o nosso Deus , é onipotente, onisciente e onipresente.

O outro sentido da palavra idolatria, ignorado pela maioria dos cristãos, é o que se interpõe entre o ser humano e Deus.

Deus é soberano, completo, total, absoluto. E qualquer motivo, qualquer elemento, qualquer pessoa, qualquer coisa que valha mais ou tanto quanto Deus, é idolatria.

É por isso que a Bíblia chama de idolatria a avareza: quando as pessoas esquecem- se de adorar e glorificar Deus, por causa do dinheiro...

Deus tem que valer mais do que tudo. Mais do que a tua casa, tua conta bancária, teu carro (novo ou velho), tua chácara, teu emprego, teu próprio corpo, tua vida, teus sonhos, tuas aspirações, teus projetos de vida. Deus deve valer mais do que tudo, se assim não for, há idolatria em teu coração...

São ídolos tudo que se interpõe entre você e Deus. Deus tem que vir em primeiro, e antes de tudo.

Percebe agora como temos milhares de idólatras dentro de nossas igrejas? Pessoas que preferem magoar, ofender, ferir e entristecer o coração de Deus para não perderem tempo, dinheiro, carros, o respeito ou a amizade de alguém, o prazer de ver uma novela ou um filme... Pessoas que preferem magoar e ferir o coração de Deus a passarem por perdas e humilhações... As suas casas, a sua honra, ou o amor-próprio valem mais do que Deus...

E milhares já abandonaram as igreja por causa do objeto de sua idolatria: dinheiro, posição social, homens ou mulheres, família...

Deus que vir em primeiro lugar. Se assim não for, Deus não é o primeiro, não é absoluto em tua vida, não é teu Senhor.

Oportuno colocar que há muitos que não tem consciência de que Deus não é o primeiro, o Senhor. Acreditam que realmente Deus esteja à frente de suas vidas. Há alguma coisa que vale mais do que Deus para ti? Se um dia você for colocado contra a parede, e tiver que escolher entre Deus e outra coisa, e escolher esse outra coisa (talvez a própria vida - Mt.26:69-75), esse será o objeto de tua idolatria.

Todos os dias cristãos do mundo todo trocam a fidelidade, e a comunhão com o espírito de Deus por dinheiro, por prazer, pela satisfação de uma vingança. São os ídolos que estão adorando sem o saber.

Agora você já sabe o que é idolatria. Você tem algum ídolo? Algo que valha mais do que Deus?

"Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mt.6:33)


OBRAS DA CARNE: FEITIÇARIA (6)

Takayoshi Katagiri

Março/2001

O ser humano é inseguro por natureza, é fraco e medroso. Mas também é ambicioso, orgulhoso e vaidoso. Quer ser mais, e melhor do que tudo e todos. E por isso, o oculto, o proibido, o ultrapassar os limites sempre esteve presente no curso da humanidade.

A cobiça do ser humano desafia-o a conhecer o desconhecido, a pisar em solo perigoso, a brincar com forças que não pode subjugar ou controlar.

Por que vai em busca dessas coisas? Por causa da três coisas que o mundo cultua: o prazer, o poder e a fama. Querem ser ricos, bonitos e famosos. Querem ser invejados, admirados, ser comentário da sociedade. O desejo de ter poder, de ter todas as vontades satisfeitas, leva muitas pessoas a desprezarem a própria vida, e a própria liberdade. Querem se sentir fortes, intocáveis, invencíveis, invulneráveis, infalíveis, vencedores, olhar todos com soberba e arrogância.

O sucesso é objeto perseguido pela maior parte dos seres humanos. Eles acham que o sucesso é uma espécie de arco-íris, onde a felicidade estará escondida num pote de ouro. Então, os desavisados, para conseguir o sucesso que almejam para suas vidas, recorrem à feitiçaria. Não querem correr o risco de sofrer um fracasso. Não querem o risco de que alguma coisa não vá dar certo. Não querem ser objeto dos comentários maldosos de outrem, e nem querem ser vistos como fracassados. Não querem sentir a humilhação de um fracasso. Tem medo de serem objeto de chacotas e deboches. E isto não somente em grandes projetos de vida. Mas também, motivados pelo orgulho e pela arrogância, até mesmo em pequenas coisas.

Há nos seres humanos uma ponta de desejo de serem invejados, admirados, respeitados como vencedores. Ser o objeto dos comentários e dos suspiros de outrem.

Ao lado dos rituais declaradamente satânicos, há, contudo, uma outra faceta mais "soft" de feitiçaria, mais dissimulada, mais aceita e até incentivada: astrologia (horóscopo), a necromancia e a consulta dos espíritos.

Dentro do que a Bíblia chama de feitiçaria, estão todas as práticas relacionadas ao contato com os espíritos e de previsão do futuro.

Pessoas inescrupulosas, atrás de lucro fácil, enganam pessoas ingênuas falando-lhes aquilo que querem ouvir. Os que são explorados e enganados, na verdade o são pelo próprio desejo de ter as expectativas realizadas, de ter alguém que lhes diga: vai dar tudo certo, vai em frente.

Medo... o medo faz com que as pessoas ajam de forma irracional em certos casos. O medo do futuro, o medo do fracasso, o medo da dor faz com que busquem na feitiçaria alguma certeza de que o objeto de seus medos não as encontre mais à frente...

Medo... quando as pessoas são pressionadas, são colocadas em situações em que tem que escolher, que decidir sobre o que fazer, como fazer, elas tem medo. Medo de errar, de passar ou causar dor e sofrimento, de perder o que tem, ou de não conseguir o que querem. Então elas recorrem ao ocultismo, à feitiçaria para ter certeza de conseguir o sucesso em suas empreitadas.

Na vida do cristão não há sorte, não há azar. Existe a benção e a direção de Deus. Se temos medo do futuro, é porque há alguma coisa que não está de acordo com a Bíblia. Ou não estamos confiando em Deus, que pode cuidar de nós, ou estamos fazendo algo que a Bíblia condena.

Tua vida está de acordo com a Bíblia diz? Tua vida está nas mãos de Deus? Então, não temas, porque o Senhor é contigo. Nesta questão, não adianta mentir. Daí porque o Salmista pergunta para Deus se há alguma coisa contra Deus em sua vida (Salmos 139). Em caso contrário... a feitiçaria não vai poder te livrar das funestas conseqüências de teus atos, porque quem semeia ventos, colhe tempestades (Oseias 8:7).


OBRAS DA CARNE: INIMIZADES(7)

Takayoshi Katagiri

Julho/2000

A convivência em sociedade nunca foi fácil e nunca será.

O comportamento humano sempre foi pautado por traições, mesquinharias, enganos, tropeços...

O ser humano é extremamente melindroso, e se ofende, e se sente ameaçado por pouca coisa, às vezes por quase nada. Algumas vezes por nada...

A já comentada insegurança da alma do ser humano, às vezes o leva a tangenciar a paranóia, fazendo-o pensar que há pessoas que querem prejudicá-las, afligi-las, machucá-las, atingi-las, roubá-las, matá-las... Assim, às vezes, uma falta de cumprimento, é suficiente para desencadear um processo que pode acarretar rompimento de relacionamentos.

Nossos olhos são a janela de nossa alma, e o que vemos depende de nosso estado de espírito, do que somos e das circunstancias em que ocorrem os fatos.

Nós filtramos, interpretamos o que vemos, e às vezes, chegamos a conclusões totalmente erradas. Construímos toda uma situação de maldade, toda uma cadeia de intrigas, toda uma fundamentação e o conluio de pessoas que se unem para nos prejudicar, nos ludibriar, que às vezes não corresponde à realidade dos fatos. Vemos intenções que somente existem na nossa imaginação.

Por que estou falando sobre isto? Porque "inimizade" é um conceito ativo, não um conceito passivo. Isto é, no mais das vezes, não são as pessoas que se declaram nossas não-amigas. Lógico que há situações em que não tem como deixarmos de reconhecer inimigas porque elas assim se declaram e praticam atos de inimizades. Mas, no mais das vezes, nós é que "sentimos" que as pessoas são ou se tornaram nossas inimigas.

Por um motivo ou outro de somenas importância, passamos a antipatizar com algumas pessoas. A acreditar que elas têm algo contra nós, e que, assim, não querem o nosso bem... ou, pelo menos, não se interessam com o nosso bem-estar.

Há que se diferenciar quem são efetivamente, nossos inimigos, e quem são aqueles que consideramos, elegemos, como nossos inimigos.

Quando as pessoas à nossa volta deliberada e intencionalmente querem nos prejudicar e fazem coisas no intuito de nos acrescentar dores e aflições, inegável que são nossas inimigas, e que por isso mesmo devemos amá-las (Mt. 6:44).

A carne opera quando, seguindo nossa essência má e egoísta, consideramos, elegemos nossos irmãos como inimigos, e procuramos nos afastar deles, deixamos de nos preocupar com elas. E chegamos até a sentir uma ponta de satisfação se eles passarem por dores e aflições.

Inimizade é obra da carne. Você tem sido amigo(a) de teus irmãos? As pessoas da igreja são tuas amigas? As pessoas da igreja tem a ti como amigo(a)?

Existem três sentimentos que podemos sentir em relação às pessoas que estão nas igrejas: amor, ódio e indiferença. De longe, é possível concluir que o sentimento mais comum e a indiferença.

Tanto faz como tanto fez se as pessoas estão na igreja ou não. Indiferença é uma forma da inimizade de que fala a Bíblia...

Temos que amar, e sermos amigos das pessoas que estão na igreja. Não importa se elas se importam conosco ou não, se nos amam ou não. Nós temos que amá-las, e ajudá-las, e nos importarmos com ela. O que foge disto não é amor.

Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. (Mt.22:37-39)

Continua em:
http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?Id=394



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